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sábado, 31 de janeiro de 2015

Davi e suas Aflições



Davi, um homem segundo o coração de Deus. Um dos maiores reis de Israel, a princípio alguém que teve grandes êxitos e vitórias em sua vida. Muitos de nós sempre suspiramos ao ler sua história cheio de êxtase e emoções. Porém, a vida do rei Davi, nos revela a vida de um ser humano, falho, dependente, e cheio de aflições. Ele passou por transtornos, dificuldades e angústias, ele viveu a mercê de todos os problemas que eu e você também vivemos nos dias atuais.

Sua vida não teve sabor de mel, e muito menos só vitórias. Ele teve que aprender com os sofrimentos, teve que aprender a perder, a esperar e a se entregar a Deus. Algo que muito de nós negligenciamos em relação a nossa vida com DEUS, e ao longo desta caminhada nos frustramos, pelo fato de não entender o evangelho de Cristo. Evangelho este que me lança a uma vida onde existe choro, negação, perdas e um caminho estreito. Evangelho este que me chama ao perdão, ao amor, a pensar mais nos outros do que em mim mesmo,  que traz vida verdadeira, quebrantamento, esperança e paz e SALVAÇÃO!

O verdadeiro evangelho me transporta para uma vida sem máscaras , sem fantasias, pois diante da Cruz de Cristo, o meu "eu" tem que ser quebrado, despedaçado, destronado. O meu ''eu'' é levado cativo ao senhorio de Jesus.

A vida de Davi é realmente uma história humana, que manifesta tanto a fraqueza como a força de uma alma  com uma extraordinária capacidade em se entregar a Deus, foi isto que o qualificava como "segundo o coração de Deus" (1 Sm 13.14 e At 13.22), não significa , de forma alguma que Davi fosse um homem perfeito, mas somente que ele era um agente escolhido do Senhor para seus profundos desígnios. Os pecados de Davi foram causa de graves acontecimentos na sua vida, mas nele se via um homem que se humilhou em grande arrependimento na convicção de haver pecado.

Vemos que Davi fora criado em uma família que não lhe dava crédito e nem importância. Era um solitário pastor de ovelhas, desprezado por seus irmãos e pais.(2 Sm 16.5,11,12).significa , de forma alguma que Davi fosse um homem perfeito, mas somente que ele era um agente escolhido do Senhor para seus profundos desígnios. Os pecados de Davi foram causa de graves acontecimentos na sua vida, mas nele se via um homem que se humilhou em grande arrependimento na convicção de haver pecado.
Davi se apaixonava com facilidade, mas não amava com a mesma intensidade. Teve 04 esposas (Mical, Abigail, Aionã e Bate-Seba- em Hebrom, Davi casa-se com mais quatro mulheres: Maaca, Hagite, Abital e Eglá) e tem vários filhos( Samua, Sobabe, Natã,Salomão, Ibar, Elisua, Nefegue, Jafia, Elisama, Eliada e Elifelete, fora as filhas, das quais só temos o nome de uma: Tamar.

Depois de ter fugido de Saul andando errante de cidade em cidade, vagando por desertos e cavernas, Davi finalmente é consagrado rei sobre toda Israel. Talvez pudéssemos nos dar por satisfeito, ora ele terminou reinando, com uma coroa em sua cabeça , sendo reverenciado por todos, mas a história de sua vida não para por aqui.
Após ganhar territórios, aliados e principalmente fama, ele achou que se bastava em si mesmo, se acomodou no seu  próprio ego. E esse foi o estopim que marcaria sua vida para sempre.
Primeiro, se entrega em sua fraqueza e adultera com a mulher de seu soldado. Querendo esconder o seu pecado, pratica outro,  se tornando o principal culpado da morte do mesmo. Assim ele se demonstra ser um homem frio e calculista, orgulhoso e cheio de máscaras.
Após o profeta Natã, expor seus pecados, ele se volta para Deus em extremo arrependimento.
Daí por diante uma série problemas e lamentos o acompanham até o final de sua vida...
A série de narrativas dos capítulos 13-22 registra, a decadência de sua família. Acontece um incesto e um homicídio dentro de sua própria casa. Depois que Absalão ter matado Amnon, Davi ficou prostrado de pesar. A agonia de Davi  demostra que em sua vida seus fracassos e aflições foram marcantes em sua trajetória como rei de Israel.

Absalão ficou exilado por três anos, posteriormente pai e filho tiveram uma reconciliação parcial. A tensão portanto nunca se dissipou totalmente, desse momento em diante, Absalão gastou todas suas energias, a fim de subverter o reinado de seu pai . O conflito não resolvido entre pai e filho afligia o rei, e a despeito da séria ameaça que Absalão representava ao seu governo, Davi se relutava em reconhecer que sua autoridade estava seriamente ameaçada . Este filho conspirou para destronar seu pai e foi bem-sucedido em conseguir apoio dos seguidores descontentes de Davi.(2 Sm 15).
 Davi é forçado a fugir de Jerusalém a pé  juntamente com seus servos temendo por suas vidas. Em sua caminhada por abrigo e aliados, é enganado, apedrejado e amaldiçoado (2 Sm 16.5-8). Enquanto isto Absalão possuiu as concubinas de seus próprio pai, perante os olhos de todo Israel, em mais um escândalo da família real (2 Sm 16.21,22).
A guerra foi inevitável , assim os servos de Davi vence a batalha contra os soldados de Israel, mesmo com ordens diretas para poupar Absalão , Joabe o mata, trazendo grande dor e lamento a Davi (2 Sm 18.33).

Ele volta para Jerusalém ,e mesmo em sua velhice , é traído por Adonias, seu filho, que se declara-se rei sem que Davi soubesse(1 Rs 1.5,18). Mais tarde Salomão executa Adonias, demostrando que nessa família de nada valia o parentesco, o amor ou o temor ao Senhor, e sim a posição social, o egoísmo e o poder.

Davi foi um exemplo de homem amante da Palavra de Deus, mas também foi um descumpridor  da própria em todos os sentidos. Era Davi um homem de dupla personalidade, uma hora servo, outra hora independente e transgressor.

Aprendemos muito com a vida de Davi, nos identificamos com ele, nos erros, no egoísmo, na sua auto independência. Sua vida foi regida por altos e baixos, talvez por mais baixos do que altos. Mas o que me aquece o coração não é saber que ele foi rei conforme a promessa de Deus, ou era um escolhido, mas sim que tinha um coração quebrantado, que buscava perdão , arrependimento e soube enfrentar as conseqüências de suas escolhas erradas sem acusar Deus, encarou a vida, nos ensinando que teremos aflições, e diante destas aflições teremos um bom ânimo, perseverantes, confiando em Cristo, pois nossa vitória fora consumado na cruz.

Que possamos crescer em arrependimento e fé, naquele que em tudo nos fortalece.




por Alisson Bruno






domingo, 25 de janeiro de 2015

A Fábrica de Ídolos


Fazer mais do que definir e brevemente esboçar os conceitos associados com idolatria, é impossível, considerando as páginas disponíveis desta revista. Contudo, é vital que façamos assim, porque idolatria é o problema tratado com mais freqüência nas Escrituras. Seguramente podemos concluir disto, que idolatria é nosso problema mais predominante.
Os expressivos retratos de idolatria das Escrituras - o bezerro de ouro de Arão (Ex.32), o roubo de Raquel dos ídolos do lar de seu pai (Gn. 31) e a exposição vívida de Isaías do absurdo da adoração de ídolo (Is. 44:13-20), por exemplo - tratam de pecados que estão tão presentes em nossos corações, quanto estavam nos dos pagãos e dos adoradores do demônio no Velho Testamento. Sempre que depositamos qualquer porção de nossa confiança, não importando quão pequena, em algo que não seja o próprio Deus, você e eu cometemos atos de idolatria exatamente tão sérios quanto se dobrar diante de uma imagem de madeira grosseiramente talhada. Portanto, idolatria, de um ou de outro tipo, precede cada um de nossos incontáveis pecados.
Trataremos deste tópico, não com o propósito de condenação (a condenação foi abolida para o cristão, graças a completa obra de Cristo), mas para iluminação: um entendimento claro da verdadeira natureza e penetração de nosso própria idolatria. Também procuraremos a definitiva, inegável mudança que se torna possível pela graça de Deus, quando nos conscientizamos da profundidade da nossa inerente propensão para o pecado e depois, em total contraste, da estatura da santidade de Deus.

IDOLATRIA NO SÉCULO 21
“O coração humano é uma fábrica de ídolos”, escreveu Calvino. “Cada um de nós é, desde o ventre materno, experto em inventar ídolos”. De fato, diariamente enfrentamos tentações para criar novos ídolos, nos quais depositamos nossa esperança. Esta esperança e confiança, em qualquer outra coisa, que não Deus, é a essência da idolatria. Ken Sande escreve: “Em termos bíblicos, um ídolo é alguma outra coisa, que não Deus, na qual empregamos nosso coração (Lc.12:29, 1 Co. 10:6), que nos motiva (1 Co. 4:5), que nos controla ou governa (Sl. 119:133), ou a qual servimos (Mt. 6:24)”. Como Richard Keyes salienta, idolatria é extremamente sutil e penetrante: “Toda sorte de coisas são ídolos em potencial, dependendo somente, das nossas atitudes e ações concernentes a elas... Idolatria pode não envolver negações explícitas da existência de Deus ou de Seu caráter. Ela pode vir também, na forma de um afeto excessivo a algo que é, em si mesmo, perfeitamente lícito... Um ídolo pode ser um objeto físico, uma propriedade, uma pessoa, uma atividade, uma posição, uma instituição, uma esperança, uma imagem, uma idéia, um prazer, um herói, qualquer coisa que possa substituir Deus”.
Aqui está João Calvino, de novo: “O mal em nosso desejo, caracteristicamente não repousa no que queremos, mas em o querermos muito”.

Quando um desejo, mesmo por algo não naturalmente mal em si mesmo, se torna um ídolo? Como posso determinar se eu quero alguma coisa exageradamente? Não é difícil de saber.
Faça a si mesmo, as seguintes perguntas: Porque eu quero isto?; qual será minha reação se eu não conseguir o que quero?; e se eu conseguir, mas me for tomado?; em resumo, qual é o proveito do meu desejo?; se ele me é negado, o que acontece no meu coração? continuarei, apaixonadamente, a procurar conformidade com Cristo ou me cercarei de auto-piedade, amargura, malevolência ou queixumes (os quais, no fim das contas, são direcionados a Deus)?

O que ocorre no seu coração quando você não é reconhecido por algum serviço no âmbito de dons? quando lhe negam uma certa posição? quando você é substituído? o que ocorre no seu coração em um conflito de relacionamento?

Como é que nossas reações pecaminosas aos testes de caráter diários e comuns, são, na verdade, antes atos de adoração e obediência direcionados a ídolos, do que a Deus? Muito simples; porque Deus nos ordenou, nas Escrituras, a confiar nEle, o Único Soberano, como fonte suprema da realização de todas as coisas.
Quando um desejo não realizado me tenta, com êxito, a cometer qualquer pecado, seja de discórdia, amargura ou raiva, eu demonstro que estive confiando na realização daquele desejo para alcançar minhas necessidades, ao invés de confiar em Deus. Que estive agindo sobre minha, agora exposta, crença de que eu sei, melhor que Deus, o que é bom para mim. Que nesta área da minha vida, eu destronei Deus e coloquei, no Seu lugar, um ídolo feito por mim e este ídolo, nada mais é do que uma manifestação de uma faceta da minha própria natureza pecaminosa, que se auto glorifica e deifica. Eu substitui o Deus que eu professo, por um falso deus, um deus funcional, um que só pode me prejudicar.

OS MEIOS DE IDENTIFICAR IDOLATRIA


1) As Escrituras.
Em alguns aspectos, idolatria é como qualquer outro pecado: sua fonte é sempre nosso próprio coração (Ez.14:1-7; Tg.1:14). Além do mais, o meio definitivo de identificação é sempre as Escrituras (Hb. 4:12-13). Devemos considerar o que as Escrituras dizem a respeito da idolatria com a maior seriedade. Não é por acaso que o primeiro mandamento dado ao povo de Deus foi “Não terás outros deuses diante de mim” (Ex. 20:3). No Novo Testamento, o termo idolatria especifica, mais comumente, paixão lascívia, desejos carnais, cobiça, etc.

2) O Espírito Santo.
Um segundo meio de identificar idolatria é a convicção do Espírito Santo enquanto perscruta o coração e identifica uma área de idolatria que ainda temos de tratar adequadamente. Examinarmos a nós mesmos não é encorajado nas Escrituras; nós nos enganamos muito facilmente. “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto, quem o conhecerá?” (Jr. 17:9). Precisamos clamar a Deus que nos perscrute e depois, buscarmos ser perceptivos, responsivos e arrependidos, conforme Ele nos revela nosso próprio coração. Nós necessitamos, desesperadamente, da obra persuasiva e iluminadora do Espírito Santo.

3) Um dos outros.
Em terceiro lugar, devemos estar prontos para sermos confrontados por outros, em amor, em condições de identificar e definir nossos ídolos do coração como descritos pelas Escrituras. “Os puritanos sabiam que homens pecadores são demorados em aplicar a verdade a si mesmos”, J. I. Packer nos diz, “ainda que rápidos para ver como ela se aplica aos outros”. Evitemos esta atitude e, ao invés dela, busquemos, conscientemente, a correção uns dos outros, que Deus deseja que recebamos.
Muitas mudanças significativas na minha vida cristã, ocorreram, não quando estava sozinho e empenhado no meu período devocional, mas quando outros foram mandados por Deus, como meio de graça para mim; mais freqüentemente quando minha esposa, ou outro líder com o qual eu sirvo, mostram áreas de pecado na minha vida que são óbvias para eles.
É assustador quão claro meu pecado pode ser para uma outra pessoa, e quão totalmente esquecido eu posso ser quanto ao que se esconde no meu coração.
Recentemente, dois pastores do Covenant Life Church, procuraram corrigir-me sobre um problema que era claro para eles, mas, infelizmente, não para mim. Não houve falha na comunicação deles. Eles falaram com clareza e precisão, repetidamente, na verdade. Não havia dúvida quanto o significado de suas palavras. Ainda assim, eu não pude ver, absolutamente, como o pecado particular que eles estavam descrevendo, se aplicava a mim.
Reconheci daquele encontro que, embora o discernimento de outros é freqüentemente necessário, nunca é suficiente. O Espírito Santo e as Escrituras devem ainda acionar a chave que confirma o que foi dito. Embora eu fosse lento em perceber o pecado que eles descreviam, eu sou profundamente grato pela amizade e paciência destes homens e pela obra do Espírito Santo através daquela interação.

4) Conflitos de relacionamento.
Tiago 4:1-12 trata dos ídolos revelados através dos conflitos de relacionamento. Nos fala que tais desavenças revelam cobiças e anseios. Freqüentemente experimentamos alguns destes antagonismos quando alguma relação falha em atender nossas expectativas ou esperanças. Numa relação particular, posso desejar, por exemplo, um certo nível de respeito, ou grau de compromisso ou investimento de tempo que a outra pessoa não pode ou não irá prover. Qualquer reação pecaminosa que eu faça em relação a esta deficiência, é um sinal claro que meu desejo tornou-se um ídolo.

5) Circunstâncias.
Circunstâncias podem revelar os ídolos do nosso coração através de testes que vem de duas maneiras: adversidade ou prosperidade. Os testes de adversidade podem ser os mais óbvios, mas os de prosperidade podem ser, com freqüência, os mais difíceis (leia o livro de Tiago).
Como John Owen observou, alguns dos mais horrendos pecados cometidos por alguns dos mais santos na história, foram praticados não em período de adversidade mas de prosperidade. Pior que isto, aqueles pecados foram cometidos depois de anos de fidelidade através de adversidades, sofrimentos e perseguições num grau que não podemos começar a relatar. Homens como Davi, Noé, Ezequias pecaram mais gravemente em períodos de prosperidade.

6) Dor.
Dor excessiva é outra área que pode revelar idolatria. Não podemos negar a realidade da dor física ou psicológica, ou as lutas ou tentações associadas com o fato de sermos pecadores. Mas, quando a reação de dor é excessiva ou distorcida, ela pode revelar a presença de um ídolo.

7) Modo de falar.
Vamos observar também, como nos comunicamos. É tão fácil usarmos termos extremos tais como: “Ele me corrigiu e eu fiquei arrasado”. Por quê? É hora de perguntar a você mesmo: “Que ídolo meu coração está criando que me arrasaria por uma palavra de correção destinada para o meu bem?” (Se você não está arrasado, mas usou a palavra, conhecendo seu verdadeiro significado, então porque você busca receber mais atenção do que a situação permite?)

8) Comportamentos corrompidos.
“Fazei pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lascívia, desejo maligno, e a avareza, que é idolatria”. Aqui, as Escrituras não poderiam ser mais claras. Certos comportamentos são sempre idolátricos.

A CONSEQUÊNCIA DA IDENTIFICAÇÃO DA IDOLATRIA
O que ocorre quando, pela misericórdia de Deus, chegamos a um entendimento bíblico de nossa própria idolatria?
Gostaria de ter muitas mais páginas para tentar responder a esta pergunta. Mas deixe-me tentar motivá-lo, com poucos fundamentos, sobre o que o estudo e aplicação destas verdades pode prover.
Quando identificamos a profundidade de nossa própria idolatria, e também vemos a solução perfeita e completamente suficiente para este problema, na pessoa e obra de Cristo, muitas doutrinas essenciais das Escrituras subitamente adquirem nova clareza. O abismo que percebemos entre nossa depravação e a santidade de Deus, cresce a proporções imensuráveis - um abismo intransponível a não ser pelo infinitamente grande sacrifício de Cristo. Obtemos uma apreciação imensamente ampla da grandeza da graça de Deus e do próprio Evangelho. Ficamos sob forte convicção de pecado e experimentamos forte perdão. A medida que nos arrependemos e buscamos deixar nossos ídolos, crescemos em santidade e humildade. Nossa paixão por Deus aumenta.
Passamos a entender porque João, o apóstolo amado, termina sua primeira epístola com este apelo sincero: “Filhinhos, guardai-vos dos ídolos”.




quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Cego de Luz



Não é difícil de ouvir, ainda nos tempos hodiernos, alguns afirmarem que teologia afasta o homem de Deus. Seria esta uma afirmação correta? ou apenas medo do desconhecido? Ou uma cultura apática em relação aos estudos? estas perguntas podem talvez serem respondidas com uma análise do homem na caverna de Platão.

A alegoria da caverna de Platão retrata, como é a percepção de mundo por alguém que a vida inteira conheceu apenas sombras de animais e pessoas aparecendo ao fundo da caverna. Sem nunca conhecerem o mundo fora da caverna, estes não possuem conhecimento do real, apenas estas sombras. Acorrentados e obrigados a terem que olhar apenas para ao fundo da caverna, estes se veem sem opções para terem uma visão definida do que está acontecendo. Acabando por fim ser isto para eles o conhecimento da verdade.


Em algumas igrejas acontece exatamente o que fora proferido, pois aprendem uma "verdade" que não condiz com a realidade, e esta passa a ser sua visão, ficando acorrentados pela ignorância. Como expressa a alegoria, pode ser que tenham a oportunidade de mudar, porém o medo de abrir os olhos perante a luz ou mesmo o conforto que a ignorância produz, deixa-os inerte. Vão a tal ponto, que se alguém tentar se soltar das correntes da ignorância, são os primeiros a afirmar que quem assim age pode ficar "cego de luz", ou seja, pode virar ateu.


O conhecimento pode trazer dores e cansaço como Salomão escreve, pois o estágio da consciência humana é a sua alienação, ou seja, o ser humano só aprende quando ele fica incomodado ou perturbado. Sair da caverna implica ser questionador. Infelizmente muitos já estão confortáveis com sombras, de tal forma, que ser questionador se torna mácula, e até incomodam com quem não tem medo de perguntar o porquê das coisas.
Estamos na era do conhecimento e ainda assim a igreja precisa quebrar o paradigma de que a verdade pode ser aquela que não ensinam. Levados pela inocência, preguiça ou medo, muitos dão poderes a tiranos que tem dominado a área "gospel" e manipulando as massas de manobras que facilmente se curvam. 


Fé não é fideísmo, temos razões suficientes para crer em Deus, isto implica sim em ser questionador, estudioso e curioso, sabendo que na medida em que aprendemos verdades de fato sobre Deus, podemos expressar com orgulho o porquê servimos a Deus.




 por:Wesley Stefani





sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Ano novo, é preciso nascer de novo

Paz, alegria, e prosperidade. Geralmente palavras ditas como mantras em um começo de ano. Talvez uma busca vazia, cheio de intenções que desvalorizam o caráter humano. E ano após ano, se repetem os rituais, promessas e metas, fazendo assim continuo a "existir" mais um ano sem uma verdadeira consciência de vida.

Como é bom renovar as esperanças, de fato o começo de ano tende a isto mesmo. Mas quanto de mim realmente está disposto a buscar a vontade de Deus?
Quanto de mim está disposto a se entregar mais a Cristo?

Sinceramente, nunca o ser humano irá descobrir o verdadeiro sentido de paz, alegria e prosperidade se não nascer de novo (Jo 3.3). Viveremos novamente nosso ano de maneira egoísta, buscando metas, ideais para que meu "eu" seja satisfeito.
Escorrego novamente nos mesmo erros, nas mesmas pretensões, e assim fazendo vivo mais um ano longe de uma verdadeira experiência com Cristo.

Que valor tem a paz se não a compreendo que somente em Jesus ela é satisfeita. Através dele a amizade entre Deus e o homem foi reestabelecida (Rm 5.1). Paz em meio às dificuldades e aflições,que certamente terei em mais uma ano. Paz em levantar pela manhã e saber que Cristo Jesus cuida de mim e conhece todas as minhas necessidades, essa verdadeira paz excede todo conhecimento humano (Fp 4.7). Pois mais do que circunstância  , confiamos em seu firme caráter.
Precisamos crescer em arrependimento, crescer em amor, crescer naquilo que faz de mim e você seres humanos verdadeiros, totalmente conscientes de que fora de Cristo, todos os dias,meses e anos serão vazios.