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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Não conhecemos o outro, imaginamos



Mutilado, estagnado, perplexo, assim me encontro nesse mundo surreal, imaginário.
Onde me encontro com máscaras todos os dias principalmente quando olho no espelho, envergonhado comigo mesmo, mas também com uma humanidade rebelde, ansiosa por uma vida supérflua, sem sentido.
Indo a lugar algum, me encontro de volta comigo mesmo, lutando pelo real, pelo absoluto dentro de uma normalidade plausível, moderada e equilibrada.

Imaginário, ilusório, ideias formadas por mentes carcomidas pela vaidade, seres robotizados pelo evolucionismo, que mais individualiza que propriamente une, humanos presos em suas mentes fragilizadas, improdutivas, presas em seu próprio ser.

Não conhecemos o outro, imaginamos. Mas podemos agir diferente, primeiro com a gente mesmo, não sendo ignóbil com meu próximo, mas um ser repleto de amor, não por que o imagino diferente, mas porque faço das diferenças a totalidade da vida.

E nessa totalidade não me perco nas frustrações do imaginário. Definimos isso em misericórdia do qual somos agraciados a cada amanhecer. ( lamentações 3.22,23)

‘’Não enxergue no outro aquilo que você vê, mas no que poderá se transformar’’


Amazing Grace

por Adriano Gontijo




Um comentário:

  1. Na maioria das vezes enxergamos no outro apenas o que queremos ver.

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