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sábado, 8 de maio de 2010

Os devotos e seus ídolos de auditório

                                                                                                                              por Silene Marques

 


É impressionante o quanto os animadores de auditório reúnem cada vez mais seguidores. Os devotos dos pregadores super poderosos os consideram infalíveis, pois basta alguém tentar apontar suas heresias, que eles logo tomam suas dores. Quem ousa falar sobre os “ungidos” sempre é acusado de murmurador, semeador de contendas, frio, antipentecostal, etc., por seus fiéis e cegos devotos.
Já presenciei, com tristeza, pessoas, com olhar de verdadeira idolatria para seus ídolos, como fazem os romanos, com uma devoção imensa, com olhares completamente hipnotizados e apaixonados. Cenas praticamente idênticas. O que difere é o fato de que os devotos dos ídolos vivos combatem o erro dos devotos de imagem, mas na prática caem nesse engano tão cegos quanto estes.

Esse tipo de pregadores são os que mais encontram espaço nas igrejas, pois são aceitos. O povo permite, deseja, gosta, idolatra, porque são mestres conforme as suas próprias concupiscências (2Tm 4.3). Por isso o seguem e defendem. A minoria que examina tudo e não engole qualquer coisa não é vista com bons olhos, e é um problema na vida dos fãs dos super poderosos, que são capazes de adaptar versículos para proteger seus ídolos. São os versículos de sempre, isolados do texto, que até já se transformaram em chavões na boca dos "super espirituais" e de seus devotos, como “não podemos julgar”, “não toque no ungido”, os versículos de 1 Coríntios que falam de “ loucura”. Todos citados fora do sentido do texto para se adequar servindo de desculpa.

Os conceitos se inverteram. O amor à sã doutrina, à Verdade, à Nova Aliança do Nosso Senhor Jesus, virou sinônimo de religiosidade. A Palavra de Deus foi deixada de lado, pois muitos têm coceira nos ouvidos e não suportam a sã doutrina. Desviaram-se da verdade voltando às fábulas (2Tm 4.3,4). Só querem servir à sua carne e aos seus próprios interesses.

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