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terça-feira, 26 de maio de 2015

Identidade



Aflições...
 Certamente já passamos ou ainda estamos atravessando esta condição.
Cristo nos alertou que a vida não seria fácil. Não seria um conto de fadas ou historinhas engraçadas.
A vida é um prosseguir contínuo, a percepção da realidade.
É o encontro entre o ser e o estar.

O ser humano vive em sua cansativa busca por realizações e compreensões. Busca esta que por muitas vezes o leva a se tornar ainda mais perdido em indagações e dúvidas.

Identidade...
Todos desesperados por uma.
Nesta procura nos deparamos com o sofrimento. Sim, o sofrimento é um fruto de uma busca por identidade. 
Somos confrontados por realidades e ficções, por um auto conhecimento que nos confrontam a vivermos  a realidade ou então fazermos das nossas fantasias uma falsa pespectiva de vida.
 Nesse imaginário, criamos um "deus", que se torna em mim uma "falsa realidade", que assim vivendo me torno um "humano sem identidade".

Cristo, através de seu evangelho, realiza o contrário. Me resgata desta falsa identidade, convidando a uma realidade cheia de aflições, porém abundante em graça, onde sua própria identidade se torna a minha.
Percebo isso quando abro mão de todas as fórmulas mágicas criadas por homens, compreendo que todas  as buscas por identidades como pessoa, me levaram a achar em mim mesmo todas as decepções das quais lutava para esconder.

O evangelho me leva a vida, a realidade, a grande necessidade.
Necessidade em me encontrar em Cristo Jesus.

Quem sou eu? Quem é você?

Somos pessoas que tivemos nossas identidades formadas naquela cruz.

"E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará"
João 8.32


Por Alisson Bruno





sexta-feira, 1 de maio de 2015

Perto, porém Longe

O Retorno do Filho Pródigo, de 1669 por Rembrandt


''E o seu filho mais velho estava no campo; e quando veio, e chegou perto de casa, ouviu a música e as danças.
E, chamando um dos servos, perguntou-lhe que era aquilo.
E ele lhe disse: Veio teu irmão; e teu pai matou o bezerro cevado, porque o recebeu são e salvo.
Mas ele se indignou, e não queria entrar.
E saindo o pai, instava com ele. Mas, respondendo ele, disse ao pai: Eis que te sirvo há tantos anos, sem nunca transgredir o teu mandamento, e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com os meus amigos...''

Lucas 15:25-29

  
A parábola do filho pródigo, poderia muito bem se chamar "a parábola dos filhos perdidos".
Não só se perdeu o filho mais moço, que saiu de casa e foi até um país distante, gastando tudo que tinha, vivendo uma vida desregrada, mas também o filho mais velho que embora estava próximo de seu pai e de casa, havia se perdido em si mesmo. Externamente fez todas as coisas que um bom filho deveria fazer, mas no seu íntimo, se afastou completamente do real propósito de vida. E é justamente nele que muitos de nós nos identificamos.

Os pecados do filho mais moço é muito fácil de identificar, seu estado era visível. Porém, quanto ao filho mais velho, ele cultivava uma aparência exterior digna de respeito, honra e admirações; mas no seu interior trazia consigo ressentimentos, mágoas e infelicidade.

Muitos de nós nos tornamos "filhos mais velhos".
Nos portamos com uma aparência piedosa, cheios de auto-justificação, vestimos com pomposas vestes religiosas, mas ainda sim perdidos.
Perdidos em um orgulho devastador, atrás de uma máscara alimentada por anos. Cheio de realizações, mas vazio de identidade.
Encontramos extrema facilidade em apontar erros, mas falhamos em reconhecê-los em nós.

Da mesma forma em que seu irmão mais moço precisava se reencontrar em seu pai, se entregar ao seu amor incondicional. Ele, o filho mais velho também foi convidado a isso.

Mas as vezes, ao decorrer de nossas vidas, preferimos ficar do lado de fora da casa.
Nos tornamos  cobradores de Deus, achando que por muito fazer, sou mais digno ou o mais amado. Como se ele fosse obrigado a satisfazer todas as minhas vontades, Vivemos de sentimentos criados por nós mesmos, construímos uma auto imagem completamente diferente daquilo que é amor. Almejamos  realizações e elogios, afundamos ainda mais em um processo, que nos levam a se perder em um caminho criado por nossa próprias pretensões.

O pai não pensa assim, a sua graça não busca nem créditos e muito menos débitos, não depende de mim o seu amor.
ELE não deseja somente a volta do filho mais jovem, mas também a do mais velho. O mais velho também precisa ser encontrado e conduzido de volta à casa. Esta não é uma história que separa dois irmãos- o bom e o mau. Somente o pai é bom. O amor de Deus não depende de nosso arrependimento ou nossas mudanças internas ou externas. O grande desejo do pai é de me fazer voltar para casa, pois somente assim posso me tornar parecido com ele.

Seja no meio dos porcos ou do lado de fora da casa, tirem suas máscaras, entrem na casa, assente-se ao redor da mesa e desfrute da comunhão com Pai.

Você precisa voltar, você  precisa se encontrar no Pai, se despir de todas desculpas e vanglórias e correr apressadamente ao encontro daquele que nos chama ao arrependimento!



por Alisson Bruno



sexta-feira, 17 de abril de 2015

Uma Guerra dentro de mim




Mesmo que seja estranho, seja você
Mesmo que seja bizarro, bizarro, bizarro
Mesmo que seja estranho, seja você” Pitty

uma batalha dentro de nós. Não podemos negar, apesar de fingirmos. Estamos numa guerra onde o maior inimigo nosso é nós mesmos. Não sei onde essa batalha vai dar, mas já disseram que somos vencedores.
O que vejo, com meus olhos podres, é que viver num palco e fingir, é normal.

“Cuida de mim enquanto finjo que sou quem eu queria ser.” Fernando Anitelli

O palco nunca foi um lugar que atraia Jesus. Ele gostava dos bastidores e condenou aquele que quando a cortina se fechava tiravam suas maquiagens sendo tudo aquilo que diziam não ser.
 ''Quando as luzes se apagam, a vida então se revela, nem sempre se ouve os aplausos, mas sempre a cortina se fecha.” Hélvio Sodré

Quando a cortina se fecha, e ela sempre se fecha, somos nós mesmos e deixamos o filme de lado. E o filme que vivenciamos não está acostumado a finais felizes e nem em super-heróis, mas em heróis caídos e cheios de aflições e angústia. Lixos em busca de uma lixeira sendo transformados em vasos de luxo. É caótica a nossa situação e desolação. Queremos Deus, mas amamos o mal. Que luta escondida atrás da maquiagem e dos holofotes da religião.
Lady Gaga afirma em sua música Judas, que vivemos com Jesus, mas estamos apaixonados por Judas.
“Eu quero te amar
Mas algo está me puxando para longe de você
Jesus é minha virtude
Mas Judas é o demônio ao qual me apego”. Lady Gaga

Esse é o nosso dilema e quando não sentimos os mísseis dessa grande e terrível guerra, não estamos mais vivendo debaixo do poder da graça e da filiação de Deus. Essa batalha é real e não precisamos nos esconder e trajar uma vestimenta branca em cima da suja de sangue. Seja você mesmo, mesmo que seja bizarro. 

por MAGNOS CHRISTY


domingo, 5 de abril de 2015

O Evangelho....



O Evangelho só é viável para quem tem fé. Digo viável, porque o Evangelho é a via, o caminho a ser trilhado por todo aquele que crê. Não há Evangelho onde há inércia. Nessa via, não se pode parar. Tem-se que caminhar. Por isso friso: O Evangelho só é viável, transitável para quem tem fé. Aos que não têm fé, ainda que julguem tê-la, o Evangelho é a via da insanidade; é o caminho da loucura; é a frustração imediata ante o anseio imediatista; é a perplexidade produzida pela confusão da desesperança.


Mas, ainda assim, o Evangelho continua indefinível e inexplicável até mesmo para os que creem. É Graça indizível; é amor inefável; é comunhão e alegria inexprimíveis. Entretanto, sendo indefinível, o Evangelho é definidor: Define o caráter, o ser, o não ser, a vida e a morte. Define, aos que creem, que a Vida habita neles e que um dia eles habitarão na Vida Eterna. Aos que não creem, define que a morte habita neles e um dia eles habitarão eternamente na morte. Por isso, o Evangelho é indefinivelmente definidor de tudo e de todos.

O Evangelho é segurança plena e inabalável ao que crê. Entenda bem: Para os que creem no Evangelho não há qualquer expressão ou possibilidade de risco. No Evangelho eu não arrisco perder: Eu decido perder! Eu considero perda e refugo tudo aquilo que é definido pelo mundo como arriscado. Assim, pela fé, o risco é completamente anulado para os que creem no poder Evangelho.

No Evangelho a Justiça de Deus se revela de fé em fé, posto que está escrito: O justo viverá pela fé. O Evangelho só é viável para quem tem fé!



segunda-feira, 9 de março de 2015

O espinho de Paulo

Por Clóvis Gonçalves

E, para que não me ensoberbecesse com a grandeza das revelações, foi-me posto um espinho na carne, mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de que não me exalte. 2Co 12:7
Na tentativa de identificar o que seja este espinho na carne do apóstolo Paulo, vale a máxima de Lutero: o que as escrituras não afirmam com clareza, não devemos afirmar com certeza. Seguindo este conselho, o que segue são apenas conjecturas e opinião mais ou menos embasadas.
Podemos, inicialmente, supor que o espinho na carne era espiritual ou físico em sua manifestação. No primeiro caso, a primeira hipótese é de que o mensageiro de Satanás seja, de fato, um espírito maligno que o tormentava. Porém, o paralelo com a experiência de seu homônimo do Antigo Testamento, Saul, de “quando o espírito maligno, da parte de Deus, vinha sobre Saul” (1Sm 16:23) soa insultuoso ao Paulo que disse“o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus” (1Co 6:19).
Outra possibilidade de espinho espiritual é que seriam as tentações de maneira geral, ou de natureza sexual em particular. Porém, os termos mensageiro, no original angelos e esbofetear, do original kolaphizê, sugerem um ser pessoal e atividades pessoais. Embora Paulo pudesse ter uma tendência para o orgulho, pecados sexuais não deve ter sido um problema para ele, que aliás disse a este respeito: “quero que todos os homens sejam tais como também eu sou” (1Co 7:7).
Resta a alternativa de que o sofrimento seja físico e a primeira possibilidade a ser aventada é a perseguição que o apóstolo sofria por parte dos seus adversários. Em favor desta hipótese, há o precedente do Antigo Testamento, onde Deus diz “para a casa de Israel já não haverá espinho que a pique, nem abrolho que cause dor, entre todos os vizinhos que a tratam com desprezo” (Ez 28:24). A palavra traduzida por espinho na LXX foi a mesma utilizada por Paulo na passagem em tela e significa pedaço de madeira afiado, estaca pontiaguda, farpa.
Outro ponto que fortalece esta tese é o fato de que Paulo escreveu sobre o espinho no contexto das perseguições vindas de seus adversários. No capítulo anterior ele fala contra os “falsos apóstolos, obreiros fraudulentos, transformando-se em apóstolos de Cristo” (2Co 11:13), lembra que“cinco vezes recebi dos judeus uma quarentena de açoites menos um” (2Co 11:24) e que “em Damasco, o governador preposto do rei Aretas montou guarda na cidade dos damascenos, para me prender” (2Co 11:32).
Porém, essa explicação também tem sua dose de dificuldades. Paulo recebeu as visões que poderiam levá-lo a se orgulhar bem antes desses adversários terem se levantado contra ele. Além disso, quando fala de seus adversários, diz que “o próprio Satanás se transforma em anjo de luz”(2Co 11:14) e que “não é muito, pois, que os seus próprios ministros se transformem em ministros de justiça” (2Co 11:15). A idéia é de ministros de Satanás travestidos de apóstolos de Cristo e não de homens transformados em emissários de Satanás. Além disso, as expressões “um espinho” e“mensageiro de Satanás” apontam para um indivíduo e não para um grupo de pessoas.
A maioria dos que se debruçaram sobre a questão entende que o espinho na carne refere-se a uma doença física. No texto, fortalece esta posição a espressão “na carne”, que aqui deve ser tomada como significando “corpo de uma pessoa”. Os diagnósticos são variados e incluem, entre outras doenças, epilepsia, histeria, depressão, reumatismo, má audição, lepra, malária, gagueira e retinite solar.
Embora eu entenda que podemos apenas supor a natureza do espinho na carne de Paulo, tenho uma opinião a respeito. Inclino-me a pensar que o espinho de Paulo seja de fato uma dificuldade de visão. Cito como apoio algumas passagens, das quais podemos fazer inferências. Em Gálatas 6:11 o apóstolo diz “vede com que letras grandes vos escrevi de meu próprio punho”. É bem verdade que o motivo de ter escrito com o próprio punho esta parte era para dar ênfase à recomendação que faz, mas permanece o fato de que utilizou letras grandes como pessoas com dificuldade visual. Ele também diz “dou testemunho de que, se possível fora, teríeis arrancado os próprios olhos para mos dar” (Gl 4:15). Novamente, a passagem não é decisiva, mas o fato de Paulo ter dito “se possível fora” e não “se necessário fora” me parece indicação de que Paulo não estava apenas sendo hiperbólico, mas que tinha mesmo essa necessidade.
Finalmente, um alerta. Muitas vezes, no estudo da Bíblia, nos perdemos em detalhes desimportantes e pouco claros e deixamos de ver a mensagem principal, aquilo que Deus intencionou nos ensinar. Se você está preocupado com a identificação do espinho na carne de Paulo a ponto de não ter prestado atenção no que a passagem diz de forma clara, sugiro que volte lá, não mais para investigar sobre o que seria o espinho, mas para aprender o que Deus quer te ensinar através dela.
Soli Deo Gloria



sábado, 31 de janeiro de 2015

Davi e suas Aflições



Davi, um homem segundo o coração de Deus. Um dos maiores reis de Israel, a princípio alguém que teve grandes êxitos e vitórias em sua vida. Muitos de nós sempre suspiramos ao ler sua história cheio de êxtase e emoções. Porém, a vida do rei Davi, nos revela a vida de um ser humano, falho, dependente, e cheio de aflições. Ele passou por transtornos, dificuldades e angústias, ele viveu a mercê de todos os problemas que eu e você também vivemos nos dias atuais.

Sua vida não teve sabor de mel, e muito menos só vitórias. Ele teve que aprender com os sofrimentos, teve que aprender a perder, a esperar e a se entregar a Deus. Algo que muito de nós negligenciamos em relação a nossa vida com DEUS, e ao longo desta caminhada nos frustramos, pelo fato de não entender o evangelho de Cristo. Evangelho este que me lança a uma vida onde existe choro, negação, perdas e um caminho estreito. Evangelho este que me chama ao perdão, ao amor, a pensar mais nos outros do que em mim mesmo,  que traz vida verdadeira, quebrantamento, esperança e paz e SALVAÇÃO!

O verdadeiro evangelho me transporta para uma vida sem máscaras , sem fantasias, pois diante da Cruz de Cristo, o meu "eu" tem que ser quebrado, despedaçado, destronado. O meu ''eu'' é levado cativo ao senhorio de Jesus.

A vida de Davi é realmente uma história humana, que manifesta tanto a fraqueza como a força de uma alma  com uma extraordinária capacidade em se entregar a Deus, foi isto que o qualificava como "segundo o coração de Deus" (1 Sm 13.14 e At 13.22), não significa , de forma alguma que Davi fosse um homem perfeito, mas somente que ele era um agente escolhido do Senhor para seus profundos desígnios. Os pecados de Davi foram causa de graves acontecimentos na sua vida, mas nele se via um homem que se humilhou em grande arrependimento na convicção de haver pecado.

Vemos que Davi fora criado em uma família que não lhe dava crédito e nem importância. Era um solitário pastor de ovelhas, desprezado por seus irmãos e pais.(2 Sm 16.5,11,12).significa , de forma alguma que Davi fosse um homem perfeito, mas somente que ele era um agente escolhido do Senhor para seus profundos desígnios. Os pecados de Davi foram causa de graves acontecimentos na sua vida, mas nele se via um homem que se humilhou em grande arrependimento na convicção de haver pecado.
Davi se apaixonava com facilidade, mas não amava com a mesma intensidade. Teve 04 esposas (Mical, Abigail, Aionã e Bate-Seba- em Hebrom, Davi casa-se com mais quatro mulheres: Maaca, Hagite, Abital e Eglá) e tem vários filhos( Samua, Sobabe, Natã,Salomão, Ibar, Elisua, Nefegue, Jafia, Elisama, Eliada e Elifelete, fora as filhas, das quais só temos o nome de uma: Tamar.

Depois de ter fugido de Saul andando errante de cidade em cidade, vagando por desertos e cavernas, Davi finalmente é consagrado rei sobre toda Israel. Talvez pudéssemos nos dar por satisfeito, ora ele terminou reinando, com uma coroa em sua cabeça , sendo reverenciado por todos, mas a história de sua vida não para por aqui.
Após ganhar territórios, aliados e principalmente fama, ele achou que se bastava em si mesmo, se acomodou no seu  próprio ego. E esse foi o estopim que marcaria sua vida para sempre.
Primeiro, se entrega em sua fraqueza e adultera com a mulher de seu soldado. Querendo esconder o seu pecado, pratica outro,  se tornando o principal culpado da morte do mesmo. Assim ele se demonstra ser um homem frio e calculista, orgulhoso e cheio de máscaras.
Após o profeta Natã, expor seus pecados, ele se volta para Deus em extremo arrependimento.
Daí por diante uma série problemas e lamentos o acompanham até o final de sua vida...
A série de narrativas dos capítulos 13-22 registra, a decadência de sua família. Acontece um incesto e um homicídio dentro de sua própria casa. Depois que Absalão ter matado Amnon, Davi ficou prostrado de pesar. A agonia de Davi  demostra que em sua vida seus fracassos e aflições foram marcantes em sua trajetória como rei de Israel.

Absalão ficou exilado por três anos, posteriormente pai e filho tiveram uma reconciliação parcial. A tensão portanto nunca se dissipou totalmente, desse momento em diante, Absalão gastou todas suas energias, a fim de subverter o reinado de seu pai . O conflito não resolvido entre pai e filho afligia o rei, e a despeito da séria ameaça que Absalão representava ao seu governo, Davi se relutava em reconhecer que sua autoridade estava seriamente ameaçada . Este filho conspirou para destronar seu pai e foi bem-sucedido em conseguir apoio dos seguidores descontentes de Davi.(2 Sm 15).
 Davi é forçado a fugir de Jerusalém a pé  juntamente com seus servos temendo por suas vidas. Em sua caminhada por abrigo e aliados, é enganado, apedrejado e amaldiçoado (2 Sm 16.5-8). Enquanto isto Absalão possuiu as concubinas de seus próprio pai, perante os olhos de todo Israel, em mais um escândalo da família real (2 Sm 16.21,22).
A guerra foi inevitável , assim os servos de Davi vence a batalha contra os soldados de Israel, mesmo com ordens diretas para poupar Absalão , Joabe o mata, trazendo grande dor e lamento a Davi (2 Sm 18.33).

Ele volta para Jerusalém ,e mesmo em sua velhice , é traído por Adonias, seu filho, que se declara-se rei sem que Davi soubesse(1 Rs 1.5,18). Mais tarde Salomão executa Adonias, demostrando que nessa família de nada valia o parentesco, o amor ou o temor ao Senhor, e sim a posição social, o egoísmo e o poder.

Davi foi um exemplo de homem amante da Palavra de Deus, mas também foi um descumpridor  da própria em todos os sentidos. Era Davi um homem de dupla personalidade, uma hora servo, outra hora independente e transgressor.

Aprendemos muito com a vida de Davi, nos identificamos com ele, nos erros, no egoísmo, na sua auto independência. Sua vida foi regida por altos e baixos, talvez por mais baixos do que altos. Mas o que me aquece o coração não é saber que ele foi rei conforme a promessa de Deus, ou era um escolhido, mas sim que tinha um coração quebrantado, que buscava perdão , arrependimento e soube enfrentar as conseqüências de suas escolhas erradas sem acusar Deus, encarou a vida, nos ensinando que teremos aflições, e diante destas aflições teremos um bom ânimo, perseverantes, confiando em Cristo, pois nossa vitória fora consumado na cruz.

Que possamos crescer em arrependimento e fé, naquele que em tudo nos fortalece.




por Alisson Bruno






domingo, 25 de janeiro de 2015

A Fábrica de Ídolos


Fazer mais do que definir e brevemente esboçar os conceitos associados com idolatria, é impossível, considerando as páginas disponíveis desta revista. Contudo, é vital que façamos assim, porque idolatria é o problema tratado com mais freqüência nas Escrituras. Seguramente podemos concluir disto, que idolatria é nosso problema mais predominante.
Os expressivos retratos de idolatria das Escrituras - o bezerro de ouro de Arão (Ex.32), o roubo de Raquel dos ídolos do lar de seu pai (Gn. 31) e a exposição vívida de Isaías do absurdo da adoração de ídolo (Is. 44:13-20), por exemplo - tratam de pecados que estão tão presentes em nossos corações, quanto estavam nos dos pagãos e dos adoradores do demônio no Velho Testamento. Sempre que depositamos qualquer porção de nossa confiança, não importando quão pequena, em algo que não seja o próprio Deus, você e eu cometemos atos de idolatria exatamente tão sérios quanto se dobrar diante de uma imagem de madeira grosseiramente talhada. Portanto, idolatria, de um ou de outro tipo, precede cada um de nossos incontáveis pecados.
Trataremos deste tópico, não com o propósito de condenação (a condenação foi abolida para o cristão, graças a completa obra de Cristo), mas para iluminação: um entendimento claro da verdadeira natureza e penetração de nosso própria idolatria. Também procuraremos a definitiva, inegável mudança que se torna possível pela graça de Deus, quando nos conscientizamos da profundidade da nossa inerente propensão para o pecado e depois, em total contraste, da estatura da santidade de Deus.

IDOLATRIA NO SÉCULO 21
“O coração humano é uma fábrica de ídolos”, escreveu Calvino. “Cada um de nós é, desde o ventre materno, experto em inventar ídolos”. De fato, diariamente enfrentamos tentações para criar novos ídolos, nos quais depositamos nossa esperança. Esta esperança e confiança, em qualquer outra coisa, que não Deus, é a essência da idolatria. Ken Sande escreve: “Em termos bíblicos, um ídolo é alguma outra coisa, que não Deus, na qual empregamos nosso coração (Lc.12:29, 1 Co. 10:6), que nos motiva (1 Co. 4:5), que nos controla ou governa (Sl. 119:133), ou a qual servimos (Mt. 6:24)”. Como Richard Keyes salienta, idolatria é extremamente sutil e penetrante: “Toda sorte de coisas são ídolos em potencial, dependendo somente, das nossas atitudes e ações concernentes a elas... Idolatria pode não envolver negações explícitas da existência de Deus ou de Seu caráter. Ela pode vir também, na forma de um afeto excessivo a algo que é, em si mesmo, perfeitamente lícito... Um ídolo pode ser um objeto físico, uma propriedade, uma pessoa, uma atividade, uma posição, uma instituição, uma esperança, uma imagem, uma idéia, um prazer, um herói, qualquer coisa que possa substituir Deus”.
Aqui está João Calvino, de novo: “O mal em nosso desejo, caracteristicamente não repousa no que queremos, mas em o querermos muito”.

Quando um desejo, mesmo por algo não naturalmente mal em si mesmo, se torna um ídolo? Como posso determinar se eu quero alguma coisa exageradamente? Não é difícil de saber.
Faça a si mesmo, as seguintes perguntas: Porque eu quero isto?; qual será minha reação se eu não conseguir o que quero?; e se eu conseguir, mas me for tomado?; em resumo, qual é o proveito do meu desejo?; se ele me é negado, o que acontece no meu coração? continuarei, apaixonadamente, a procurar conformidade com Cristo ou me cercarei de auto-piedade, amargura, malevolência ou queixumes (os quais, no fim das contas, são direcionados a Deus)?

O que ocorre no seu coração quando você não é reconhecido por algum serviço no âmbito de dons? quando lhe negam uma certa posição? quando você é substituído? o que ocorre no seu coração em um conflito de relacionamento?

Como é que nossas reações pecaminosas aos testes de caráter diários e comuns, são, na verdade, antes atos de adoração e obediência direcionados a ídolos, do que a Deus? Muito simples; porque Deus nos ordenou, nas Escrituras, a confiar nEle, o Único Soberano, como fonte suprema da realização de todas as coisas.
Quando um desejo não realizado me tenta, com êxito, a cometer qualquer pecado, seja de discórdia, amargura ou raiva, eu demonstro que estive confiando na realização daquele desejo para alcançar minhas necessidades, ao invés de confiar em Deus. Que estive agindo sobre minha, agora exposta, crença de que eu sei, melhor que Deus, o que é bom para mim. Que nesta área da minha vida, eu destronei Deus e coloquei, no Seu lugar, um ídolo feito por mim e este ídolo, nada mais é do que uma manifestação de uma faceta da minha própria natureza pecaminosa, que se auto glorifica e deifica. Eu substitui o Deus que eu professo, por um falso deus, um deus funcional, um que só pode me prejudicar.

OS MEIOS DE IDENTIFICAR IDOLATRIA


1) As Escrituras.
Em alguns aspectos, idolatria é como qualquer outro pecado: sua fonte é sempre nosso próprio coração (Ez.14:1-7; Tg.1:14). Além do mais, o meio definitivo de identificação é sempre as Escrituras (Hb. 4:12-13). Devemos considerar o que as Escrituras dizem a respeito da idolatria com a maior seriedade. Não é por acaso que o primeiro mandamento dado ao povo de Deus foi “Não terás outros deuses diante de mim” (Ex. 20:3). No Novo Testamento, o termo idolatria especifica, mais comumente, paixão lascívia, desejos carnais, cobiça, etc.

2) O Espírito Santo.
Um segundo meio de identificar idolatria é a convicção do Espírito Santo enquanto perscruta o coração e identifica uma área de idolatria que ainda temos de tratar adequadamente. Examinarmos a nós mesmos não é encorajado nas Escrituras; nós nos enganamos muito facilmente. “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto, quem o conhecerá?” (Jr. 17:9). Precisamos clamar a Deus que nos perscrute e depois, buscarmos ser perceptivos, responsivos e arrependidos, conforme Ele nos revela nosso próprio coração. Nós necessitamos, desesperadamente, da obra persuasiva e iluminadora do Espírito Santo.

3) Um dos outros.
Em terceiro lugar, devemos estar prontos para sermos confrontados por outros, em amor, em condições de identificar e definir nossos ídolos do coração como descritos pelas Escrituras. “Os puritanos sabiam que homens pecadores são demorados em aplicar a verdade a si mesmos”, J. I. Packer nos diz, “ainda que rápidos para ver como ela se aplica aos outros”. Evitemos esta atitude e, ao invés dela, busquemos, conscientemente, a correção uns dos outros, que Deus deseja que recebamos.
Muitas mudanças significativas na minha vida cristã, ocorreram, não quando estava sozinho e empenhado no meu período devocional, mas quando outros foram mandados por Deus, como meio de graça para mim; mais freqüentemente quando minha esposa, ou outro líder com o qual eu sirvo, mostram áreas de pecado na minha vida que são óbvias para eles.
É assustador quão claro meu pecado pode ser para uma outra pessoa, e quão totalmente esquecido eu posso ser quanto ao que se esconde no meu coração.
Recentemente, dois pastores do Covenant Life Church, procuraram corrigir-me sobre um problema que era claro para eles, mas, infelizmente, não para mim. Não houve falha na comunicação deles. Eles falaram com clareza e precisão, repetidamente, na verdade. Não havia dúvida quanto o significado de suas palavras. Ainda assim, eu não pude ver, absolutamente, como o pecado particular que eles estavam descrevendo, se aplicava a mim.
Reconheci daquele encontro que, embora o discernimento de outros é freqüentemente necessário, nunca é suficiente. O Espírito Santo e as Escrituras devem ainda acionar a chave que confirma o que foi dito. Embora eu fosse lento em perceber o pecado que eles descreviam, eu sou profundamente grato pela amizade e paciência destes homens e pela obra do Espírito Santo através daquela interação.

4) Conflitos de relacionamento.
Tiago 4:1-12 trata dos ídolos revelados através dos conflitos de relacionamento. Nos fala que tais desavenças revelam cobiças e anseios. Freqüentemente experimentamos alguns destes antagonismos quando alguma relação falha em atender nossas expectativas ou esperanças. Numa relação particular, posso desejar, por exemplo, um certo nível de respeito, ou grau de compromisso ou investimento de tempo que a outra pessoa não pode ou não irá prover. Qualquer reação pecaminosa que eu faça em relação a esta deficiência, é um sinal claro que meu desejo tornou-se um ídolo.

5) Circunstâncias.
Circunstâncias podem revelar os ídolos do nosso coração através de testes que vem de duas maneiras: adversidade ou prosperidade. Os testes de adversidade podem ser os mais óbvios, mas os de prosperidade podem ser, com freqüência, os mais difíceis (leia o livro de Tiago).
Como John Owen observou, alguns dos mais horrendos pecados cometidos por alguns dos mais santos na história, foram praticados não em período de adversidade mas de prosperidade. Pior que isto, aqueles pecados foram cometidos depois de anos de fidelidade através de adversidades, sofrimentos e perseguições num grau que não podemos começar a relatar. Homens como Davi, Noé, Ezequias pecaram mais gravemente em períodos de prosperidade.

6) Dor.
Dor excessiva é outra área que pode revelar idolatria. Não podemos negar a realidade da dor física ou psicológica, ou as lutas ou tentações associadas com o fato de sermos pecadores. Mas, quando a reação de dor é excessiva ou distorcida, ela pode revelar a presença de um ídolo.

7) Modo de falar.
Vamos observar também, como nos comunicamos. É tão fácil usarmos termos extremos tais como: “Ele me corrigiu e eu fiquei arrasado”. Por quê? É hora de perguntar a você mesmo: “Que ídolo meu coração está criando que me arrasaria por uma palavra de correção destinada para o meu bem?” (Se você não está arrasado, mas usou a palavra, conhecendo seu verdadeiro significado, então porque você busca receber mais atenção do que a situação permite?)

8) Comportamentos corrompidos.
“Fazei pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lascívia, desejo maligno, e a avareza, que é idolatria”. Aqui, as Escrituras não poderiam ser mais claras. Certos comportamentos são sempre idolátricos.

A CONSEQUÊNCIA DA IDENTIFICAÇÃO DA IDOLATRIA
O que ocorre quando, pela misericórdia de Deus, chegamos a um entendimento bíblico de nossa própria idolatria?
Gostaria de ter muitas mais páginas para tentar responder a esta pergunta. Mas deixe-me tentar motivá-lo, com poucos fundamentos, sobre o que o estudo e aplicação destas verdades pode prover.
Quando identificamos a profundidade de nossa própria idolatria, e também vemos a solução perfeita e completamente suficiente para este problema, na pessoa e obra de Cristo, muitas doutrinas essenciais das Escrituras subitamente adquirem nova clareza. O abismo que percebemos entre nossa depravação e a santidade de Deus, cresce a proporções imensuráveis - um abismo intransponível a não ser pelo infinitamente grande sacrifício de Cristo. Obtemos uma apreciação imensamente ampla da grandeza da graça de Deus e do próprio Evangelho. Ficamos sob forte convicção de pecado e experimentamos forte perdão. A medida que nos arrependemos e buscamos deixar nossos ídolos, crescemos em santidade e humildade. Nossa paixão por Deus aumenta.
Passamos a entender porque João, o apóstolo amado, termina sua primeira epístola com este apelo sincero: “Filhinhos, guardai-vos dos ídolos”.




quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Cego de Luz



Não é difícil de ouvir, ainda nos tempos hodiernos, alguns afirmarem que teologia afasta o homem de Deus. Seria esta uma afirmação correta? ou apenas medo do desconhecido? Ou uma cultura apática em relação aos estudos? estas perguntas podem talvez serem respondidas com uma análise do homem na caverna de Platão.

A alegoria da caverna de Platão retrata, como é a percepção de mundo por alguém que a vida inteira conheceu apenas sombras de animais e pessoas aparecendo ao fundo da caverna. Sem nunca conhecerem o mundo fora da caverna, estes não possuem conhecimento do real, apenas estas sombras. Acorrentados e obrigados a terem que olhar apenas para ao fundo da caverna, estes se veem sem opções para terem uma visão definida do que está acontecendo. Acabando por fim ser isto para eles o conhecimento da verdade.


Em algumas igrejas acontece exatamente o que fora proferido, pois aprendem uma "verdade" que não condiz com a realidade, e esta passa a ser sua visão, ficando acorrentados pela ignorância. Como expressa a alegoria, pode ser que tenham a oportunidade de mudar, porém o medo de abrir os olhos perante a luz ou mesmo o conforto que a ignorância produz, deixa-os inerte. Vão a tal ponto, que se alguém tentar se soltar das correntes da ignorância, são os primeiros a afirmar que quem assim age pode ficar "cego de luz", ou seja, pode virar ateu.


O conhecimento pode trazer dores e cansaço como Salomão escreve, pois o estágio da consciência humana é a sua alienação, ou seja, o ser humano só aprende quando ele fica incomodado ou perturbado. Sair da caverna implica ser questionador. Infelizmente muitos já estão confortáveis com sombras, de tal forma, que ser questionador se torna mácula, e até incomodam com quem não tem medo de perguntar o porquê das coisas.
Estamos na era do conhecimento e ainda assim a igreja precisa quebrar o paradigma de que a verdade pode ser aquela que não ensinam. Levados pela inocência, preguiça ou medo, muitos dão poderes a tiranos que tem dominado a área "gospel" e manipulando as massas de manobras que facilmente se curvam. 


Fé não é fideísmo, temos razões suficientes para crer em Deus, isto implica sim em ser questionador, estudioso e curioso, sabendo que na medida em que aprendemos verdades de fato sobre Deus, podemos expressar com orgulho o porquê servimos a Deus.




 por:Wesley Stefani